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29/10/2013 - A Tribuna de Santos
Previsão é de mais filas na safra de açúcar no Porto

Filas de caminhões nos acessos ao Porto de Santos e longa espera de navios na Barra para atracar no complexo. Se este cenário já se tornou comum durante a safra de grãos deverá ficar ainda pior após o incêndio que destruiu seis armazéns de açúcar da Copersucar, há cerca de dez dias. Para especialistas do setor sucroalcooleiro, as previsões não são otimistas: escoar a commodity depois do acidente vai sim ficar mais caro e menos eficiente.

"Santos já tem uma complicação bem grave em questão do escoamento da safra, principalmente quando entra soja e milho, pela concorrência dos terminais. A tendência é piorar, o tempo de espera vai ser maior, sobretudo, quando se eleva as perspectivas de produção de soja e de milho para próxima safra", destacou o analista da Safras e Mercados, Mauricio Muruci, mesmo apontando uma queda significativa na produção de açúcar durante o pico da movimentação em 2014. O motivo da redução é o uso da cana para produzir, prioritariamente, etanol.

Muruci espera que o volume de açúcar fique em 32 milhões de toneladas. A moagem de cana também terá leve redução, ficando em 575 milhões de toneladas. Na safra atual, foram 580 milhões de toneladas. Dentro desse quadro, a Copersucar é responsável por 17% dos embarques de açúcar do País, por este motivo a preocupação do segmento. Ainda há a perspectiva de aumento nas exportações de soja e as condições climáticas que também prejudicam o escoamento do açúcar.

"O açúcar fica completamente em segundo plano quando entra o escoamento da produção de soja pelo Porto de Santos. Com um terminal a menos, a situação vai ficar bem mais demorada, com custo maior para as empresas de logística. Cada dia de espera dos cargueiros representa US$ 100 mil. Com certeza, as exportações vão travar mais", disse Muruci, que já confirma um atraso no cumprimento dos contratos pela Copersucar. De acordo com o analista, a empresa comunicou o mercado que não vai conseguir cumprir as entregas para Raízen e Bunge.

"Eles (a Copersucar) tinha 1,5 milhão de toneladas para entregar para a Raízen. Já avisou que não vai conseguir cumprir o contrato. O que impacta o mercado (com o incêndio) é a inviabilização da estrutura e não, por exemplo, o açúcar queimado", esclareceu o analista, que observa como pouco significativa as 180 mil toneladas da carga perdida no acidente. O volume representa 10% da quantidade de açúcar movimentada somente em outubro, quando foram enviadas ao exterior 1,7 milhão de toneladas.

"Se levarmos para o ano inteiro fica mais insignificante ainda. Em termos de mercado no Brasil inteiro não significa paralisação, redução das exportações", destacou.

Eficiência

Para o sócio-diretor da Job Economia, Julio Borges, a Copersucar conseguirá exportar o açúcar contratado. Porém, isso será feito com menos eficiência e custos mais altos, pois a companhia precisará contar com o apoio de outros terminais e portos para atender a demanda do mercado. Em Santos, a Rumo Logística deverá dar o suporte necessário para a empresa. Fora do cais santista, Paranaguá (SC) será o escolhido para movimentar parte da carga antes operada pela Copersucar.

Em nota, a Rumo, do grupo Cosan, afirmou que “está colaborando com a Copersucar para escoamento de suas cargas, enquanto a empresa se reestrutura. Contudo, as demandas estão sendo analisadas no dia a dia”. Há quem diga que a Rumo seria capaz de absorver toda a demanda da Copersucar durante uma safra inteira, estimada em mais de 7 milhões de toneladas.

“É possível que o sistema logístico consiga exportar o açúcar contratado, mas sob a ótica de custo, vai ficar mais caro. A exportação não vai ser feita pelo sistema mais eficiente, a Copersucar vai arcar com ônus adicional que é de sair da operação eficiente para exportação. Para se deslocar para Paranaguá, por exemplo, tem o custo de transporte até lá”, disse Borges, que vê um atenuante. “O ritmo de crescimento das exportações vinha forte até setembro e deve diminuir, dando um alívio”, completou.

O projeto de expansão da Copersucar também pode minimizar o problema, comentou o diretor. Antes do incêndio, a empresa tinha planos de dobrar a capacidade do seu terminal com investimentos de R$ 2 bilhões. “Como estavam em processo de expansão, pode ser que a nova capacidade quando entrar em operação no ano que vem alivie a safra”.

Procurada, a Codesp não fez uma análise dos prejuízos. Ela prefere aguardar até que a Copersucar oficialize seu plano de contingência para cumprimento dos contratos. O recolhimento de tarifas é uma das possíveis perdas do Porto, caso parte do açúcar da empresa seja transferido para Paranaguá.
A Copersucar também não quis se manifestar sobre as estratégias a serem adotadas depois do incêndio. Ainda não há previsão para a retomada das operações

(Lyne Santos - A Tribuna de Santos)

 
 
 
 
 
 
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