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18/11/2016
A safra atual de cana no Brasil: uma safra para não esquecer III
Neste post vamos comentar sobre a produção e comercialização de etanol. Neste caso estaremos tratando de um deficit de oferta e de um abastecimento do mercado interno com restrição.

A safra atual de cana no Brasil: uma safra para não esquecer III

Na semana passada fizemos uma revisão da atual safra e chegamos a algumas conclusões que confirmam:

·   A preferência pela produção de açúcar em detrimento do etanol. Esta preferência é motivada por razões econômicas tendo em vista que o açúcar remunera melhor o produtor que o etanol. Esta é a oportunidade que a usina esperava para colocar a “casa em ordem”.

·   A exportação recorde de açúcar, que deve alcançar 27,7 mi toneladas, ou seja, 49% da exportação mundial.

·   A retomada das importações de etanol .

·   O maior desabastecimento da frota flex de etanol hidratado.

·   Enfim, uma safra excelente sob a ótica de clima, produção, rendimentos agrícola e industrial, mercados e preços. Os estoques de passagem em Março/17 serão relativamente baixos.

Quanto a remuneração do produtor vale destacar que, no Centro-Sul , o preço médio do açúcar no período Abril/16 – Novembro/16 está 62% mais alto que aquele do mesmo período da safra passada. No caso do etanol este diferencial é de 20%. Na região Norte-Nordeste o números são respectivamente 53% e 19%.

Reduzimos a moagem de cana no CSUL de 632 mi toneladas para 618,4 mi t  (praticamente igual à da safra passada) por razões estatísticas, pois cerca de 14 mi t desta safra 2016/17 foram moídas na 2ª quinzena de Mar/16 e contabilizado na safra 2015/16. Isto porque o final da moagem de cana da safra passada ocorreu na segunda quinzena de Fev/16. O total acumulado de moagem da safra 2015/16 alcançou 603,7 mi t., sem considerar o volume incorporado da safra atual. No Brasil a moagem de cana deve alcançar 671 mi t. Um recorde.

rendimento agrícola estimado de 79,4  toneladas de cana /ha no CSUL é melhor que o da safra passada (75,6 tc/ha) basicamente devido ao clima que,  de forma geral na região, tem sido bastante favorável à produção . Isto apesar  de renovação dos canaviais e tratos culturais ainda deficientes e pragas e doenças que são verificados com mais intensidade na atual safra.

rendimento industrial no CSUL previsto é de 132,6 kg/tc . Melhor que aquele da safra passada (130,7 kg/tc) devido ao clima favorável à  moagem e a uma menor duração da safra em relação a 2015.

Aumentamos a produção de açúcar no CSUL em relação a nossa última previsão de 35,0 mi t para 35,6 milhões de toneladas devido ao forte viés açucareiro da safra. No Brasil a produção de açúcar deve alcançar 39,3 mi tou 5,5 mi t a mais que na safra passada. As exportações de açúcar podem atingir 27,7 mi t  no Brasil ou 49% das exportações mundiais. Tudo isto é recorde histórico absoluto.

No caso do etanol ocorreram as maiores mudanças, para menos.

A produção foi reduzida em relação nossa última previsão para 26,2 bi litros no CSUL, o que representa 2 bi litros a menos que na safra passada. A queda ocorreu basicamente no etanol hidratado com produção agora prevista de 15,1 bi litros (2,5 bi litros a menor que na safra passada) . A produção de anidro prevista é de 11,1 bi litros. A utilização do ATR total para açúcar (mix açucareiro) passou de 40,4% em 2015 para 45,4 % nesta safra 2016/17.

A produção brasileira de etanol é próxima daquela de 2013/14. Considerando que o aumento da frota flex neste período é da ordem de 5 milhões de veículos, podemos ter uma ideia do grau de desabastecimento da frota flex com etanol. Isto é um problema operacional? Não chega a tanto, dado que o usuário de carro flex vai abastecer o veículo com gasolina. Ou seja, o carro vai rodar poluindo e gastando um pouco mais. Problema, por exemplo, é quando falta água e temos racionamento.

O consumo nacional de etanol combustível está sendo reduzido para 26,6 bi L  (1,5 bi litros a menor que na safra passada) por restrição de oferta.

Estamos revisando para baixo as exportações brasileiras de etanol (1,6 bi Latual versus 2,2 bi litros na safra passada) e aumentando ligeiramente as importações (1,2 bi L versus 0,5 bi L).

 

Enfim, tudo de bom para o produtor.

 

 
 
 
 
 
 
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